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Medical Journal - 28/01/22
Um anticorpo1 recém-isolado que bloqueia o SARS-CoV-2 de infectar células2 poderia um dia ser usado para tratar infecções3 causadas por variantes atuais e futuras do vírus4 que causa a COVID-19 e até infecções3 por vírus4 relacionados. Em estudo publicado na revista Science, pesquisadores descobriram um anticorpo1 particularmente potente, chamado S2K146, que protegia as células2 da infecção5 com a cepa6 original do SARS-CoV-2, bem como com as variantes Alpha, Beta, Delta, Kappa e Ômicron. O S2K146 também se liga à proteína spike dos dois vírus4 relacionados: SARS-CoV e WIV-1. A administração de S2K146 a hamsters infectados com SARS-CoV-2 reduziu ou eliminou grandemente a replicação viral através de mimetismo molecular da enzima7 conversora da angiotensina 2.
1 Anticorpo: Proteína circulante liberada pelos linfócitos em reação à presença no organismo de uma substância estranha (antígeno).
2 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
3 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
4 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
5 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
6 Cepa: Cepa ou estirpe é um termo da biologia e da genética que se refere a um grupo de descendentes com um ancestral comum que compartilham semelhanças morfológicas e/ou fisiológicas.
7 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
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Medical Journal - 27/01/22
As interações entre os sistemas nervoso e imunológico têm sido um tema de grande interesse nas últimas décadas. Interagindo de maneira bidirecional, os sinais1 neuronais podem afetar as funções imunológicas e as células2 imunológicas podem modular a atividade dos neurônios3 no cérebro4 e na medula espinhal5, ou no resto do corpo (conhecido como periferia), na saúde6 e na doença. Em novo estudo publicado na revista científica Cell, pesquisadores demonstram que a inflamação7 na cavidade abdominal8 resulta na estimulação de certos neurônios3 em uma área do cérebro4 chamada córtex insular, ou ínsula. A reativação artificial desses neurônios3 com “impressão imunológica” é suficiente para gerar uma recordação específica do órgão de respostas inflamatórias que se assemelham ao episódio inflamatório inicial.
1 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
2 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
3 Neurônios: Unidades celulares básicas do tecido nervoso. Cada neurônio é formado por corpo, axônio e dendritos. Sua função é receber, conduzir e transmitir impulsos no SISTEMA NERVOSO. Sinônimos: Células Nervosas
4 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
5 Medula Espinhal:
6 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
7 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
8 Cavidade Abdominal: Região do abdome que se estende do DIAFRAGMA torácico até o plano da abertura superior da pelve (passagem pélvica). A cavidade abdominal contém o PERiTÔNIO e as VÍSCERAS abdominais, assim como, o espaço extraperitoneal que inclui o ESPAÇO RETROPERITONEAL.
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Medical Journal - 26/01/22
A esclerose múltipla1 é uma doença desmielinizante2 crônica do sistema nervoso central3. A causa subjacente desta doença não é conhecida, mas acredita-se que o vírus4 Epstein-Barr seja um possível culpado. Agora, uma equipe de pesquisadores relata o que alguns dizem ser a evidência mais convincente de uma forte ligação entre as duas doenças. Usando dados de milhões de recrutas militares dos EUA monitorados por um período de 20 anos, pesquisadores determinaram que a infecção5 pelo vírus4 Epstein-Barr aumentou muito o risco de esclerose múltipla1 subsequente, e que precedeu o desenvolvimento da doença, apoiando seu papel potencial na patogênese6 da esclerose múltipla1. Segundo o estudo publicado na revista Science, o risco de esclerose múltipla1 aumentou 32 vezes após a infecção5 pelo vírus4 Epstein-Barr, mas permaneceu inalterado após outras infecções7 virais.
1 Esclerose múltipla: Doença degenerativa que afeta o sistema nervoso, produzida pela alteração na camada de mielina. Caracteriza-se por alterações sensitivas e de motilidade que evoluem através do tempo produzindo dano neurológico progressivo.
2 Desmielinizante: Que remove ou destrói a bainha de mielina de nervo ou trato nervoso.
3 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
4 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
5 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
6 Patogênese: Modo de origem ou de evolução de qualquer processo mórbido; nosogenia, patogênese, patogenesia.
7 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
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Medical Journal - 25/01/22
A amamentação1 tem sido fortemente associada à redução do risco materno de câncer2 de mama3, câncer2 de ovário4 e diabetes tipo 25. Neste estudo, publicado no Journal of the American Heart Association, pesquisadores revisaram sistematicamente as evidências publicadas sobre a associação da amamentação1 com o risco materno de desfechos de doenças cardiovasculares6. Foram encontradas taxas de risco reduzidas para eventos de doenças cardiovasculares6, de doença arterial coronariana, de acidente vascular cerebral7 e de doença cardiovascular fatal em mulheres que tiveram filhos que já amamentaram em comparação com aquelas que nunca amamentaram. O estudo concluiu que o aleitamento materno8 foi associado à redução do risco materno de desfechos de doenças cardiovasculares6.
1 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
2 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
3 Mama: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
4 Ovário: Órgão reprodutor (GÔNADAS) feminino. Nos vertebrados, o ovário contém duas partes funcionais Sinônimos: Ovários
5 Diabetes tipo 2: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada tanto por graus variáveis de resistência à insulina quanto por deficiência relativa na secreção de insulina. O tipo 2 se desenvolve predominantemente em pessoas na fase adulta, mas pode aparecer em jovens.
6 Doenças cardiovasculares: Doença do coração e vasos sangüíneos (artérias, veias e capilares).
7 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
8 Aleitamento Materno: Compreende todas as formas do lactente receber leite humano ou materno e o movimento social para a promoção, proteção e apoio à esta cultura. Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
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Medical Journal - 25/01/22
Indivíduos com câncer1 geralmente têm uma contagem elevada de plaquetas2 no momento do diagnóstico3. A extensão em que uma contagem elevada de plaquetas2 é um indicador de câncer1 não é clara. O objetivo deste estudo, publicado pelo JAMA Network Open, foi avaliar a associação de uma contagem elevada de plaquetas2 com um diagnóstico3 de câncer1. Os resultados mostraram que uma contagem muito alta de plaquetas2 foi associada a cânceres de cólon4, pulmão5, ovário6 e estômago7. Assim, o estudo concluiu que uma contagem elevada de plaquetas2 foi associada ao aumento do risco de câncer1 em vários locais. Esses achados sugerem que uma plaquetose poderia servir como um marcador para a presença de alguns tipos de câncer1.
1 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
2 Plaquetas: Elemento do sangue (não é uma célula porque não apresenta núcleo) produzido na medula óssea, cuja principal função é participar da coagulação do sangue através da formação de conglomerados que tamponam o escape do sangue por uma lesão em um vaso sangüíneo.
3 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
4 Cólon:
5 Pulmão: Cada um dos órgãos pareados que ocupam a cavidade torácica que tem como função a oxigenação do sangue.
6 Ovário: Órgão reprodutor (GÔNADAS) feminino. Nos vertebrados, o ovário contém duas partes funcionais Sinônimos: Ovários
7 Estômago: Órgão da digestão, localizado no quadrante superior esquerdo do abdome, entre o final do ESÔFAGO e o início do DUODENO.
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Medical Journal - 24/01/22
Pessoas com sobrepeso1 ou obesidade2 no início da idade adulta correm maior risco de desenvolver câncer3 colorretal de início precoce, relatou um estudo publicado no periódico Gastroenterology. O estudo apoia fortemente as sugestões de que os recentes aumentos na prevalência4 de obesidade2 em gerações mais jovens podem ser um fator importante no aumento da incidência5 de câncer3 colorretal de início precoce em muitos países. Comparados aos participantes com IMC6 menor que 25 kg/m², aqueles com IMC6 maior ou igual a 30 kg/m² (obesidade2) aos 20 e 30 anos e aproximadamente 10 anos antes do diagnóstico7/entrevista tiveram 2,56, 2,06 e 1,88 vezes mais risco de câncer3 colorretal de início precoce.
1 Sobrepeso: Peso acima do normal, índice de massa corporal entre 25 e 29,9.
2 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
3 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
4 Prevalência: Número de pessoas em determinado grupo ou população que são portadores de uma doença. Número de casos novos e antigos desta doença.
5 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
6 IMC: Medida usada para avaliar se uma pessoa está abaixo do peso, com peso normal, com sobrepeso ou obesa. É a medida mais usada na prática para saber se você é considerado obeso ou não. Também conhecido como IMC. É calculado dividindo-se o peso corporal em quilogramas pelo quadrado da altura em metros. Existe uma tabela da Organização Mundial de Saúde que classifica as medidas de acordo com o resultado encontrado.
7 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
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Medical Journal - 24/01/22
Em uma comparação de agonistas do receptor de GLP-1 injetáveis, a semaglutida (Wegovy) pareceu superar a liraglutida (Saxenda) quando se tratava de perda de peso, de acordo com estudo de fase IIIb publicado pelo JAMA. No estudo randomizado1 de 2,4 mg de semaglutida, 3,0 mg de liraglutida e placebo2 correspondente para ambos, aqueles que receberam semaglutida mais dieta e exercício tiveram uma perda média 9,4% maior no peso basal em comparação com aqueles que receberam liraglutida. Ao longo do estudo de 68 semanas, adultos com sobrepeso3 ou obesidade4, mas sem diabetes5, usando semaglutida, tiveram uma perda de peso média de 15,8% versus 6,4% com liraglutida – atendendo ao objetivo primário do estudo.
1 Estudo randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle - o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
2 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
3 Sobrepeso: Peso acima do normal, índice de massa corporal entre 25 e 29,9.
4 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
5 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
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Medical Journal - 21/01/22
Mais de 260 milhões de casos positivos para o SARS-CoV-2 foram confirmados globalmente. Agora, um novo estudo da Europa, publicado no European Heart Journal, destaca as potenciais implicações a longo prazo da infecção1 por COVID-19 entre pacientes com uma forma leve a moderada da doença que não requer hospitalização. Os resultados do estudo, que avaliou dados de 443 pacientes positivos para COVID-19 que foram submetidos a avaliações de alterações estruturais e funcionais subclínicas sustentadas de vários órgãos 9,6 meses após a infecção1, sugerem que aqueles que se recuperaram de uma infecção1 leve a moderada por SARS-CoV-2 exibiram sinais2 de afecção3 subclínica de múltiplos órgãos relacionados à função cardíaca, pulmonar, trombótica4 e renal5. Não houve sinais2 de dano cerebral estrutural, neurocognitivo ou comprometimento da qualidade de vida. A respectiva triagem pode orientar o manejo adicional do paciente.
1 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
2 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
3 Afecção: Qualquer alteração patológica do corpo. Em psicologia, estado de morbidez, de anormalidade psíquica.
4 Trombótica: Relativo à trombose, ou seja, à formação ou desenvolvimento de um trombo (coágulo).
5 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
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Medical Journal - 20/01/22
Mais de 70% das mulheres com câncer1 de ovário2 de alto risco em estágio inicial apresentaram um ou mais sintomas3 de doença subjacente, na maioria das vezes dor abdominal ou pélvica4, mostrou uma grande revisão retrospectiva publicada na revista Obstetrics & Gynecology. Um quarto se queixou de plenitude ou aumento da circunferência abdominal. A proporção de mulheres com sintomas3 e o número de sintomas3 aumentaram com o aumento do tamanho do tumor5. As descobertas sugerem que a percepção amplamente difundida do câncer1 de ovário2 como uma "doença silenciosa" é imprecisa. A maioria dos cânceres de ovário2 continua a ser diagnosticada em estágios avançados, a maioria dos quais se repetirá e, posteriormente, desenvolverá quimiorresistência. O diagnóstico6 em estágio inicial pode influenciar a sobrevida7 global, mas continua sendo um desafio, observaram os pesquisadores.
1 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
2 Ovário: Órgão reprodutor (GÔNADAS) feminino. Nos vertebrados, o ovário contém duas partes funcionais Sinônimos: Ovários
3 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
4 Pélvica: Relativo a ou próprio de pelve. A pelve é a cavidade no extremo inferior do tronco, formada pelos dois ossos do quadril (ilíacos), sacro e cóccix; bacia. Ou também é qualquer cavidade em forma de bacia ou taça (por exemplo, a pelve renal).
5 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
6 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
7 Sobrevida: Prolongamento da vida além de certo limite; prolongamento da existência além da morte, vida futura.
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Medical Journal - 19/01/22
Estudo de coorte1 prospectivo2, publicado pelo JAMA Oncology, incluiu 1.535 sobreviventes de câncer3 acompanhados por uma média de 4,5 anos, e descobriu que aqueles que passavam maior tempo sentado tinham um risco aumentado de mortalidade4 por todas as causas, por câncer3 e não por câncer3. O maior risco foi entre aqueles inativos ou insuficientemente ativos, com tempo sentado superior a 8 horas por dia. Os achados deste estudo de coorte1 sugerem que a combinação de ficar sentado por muito tempo e falta de atividade física, altamente prevalente entre os sobreviventes de câncer3 nos EUA, está associada a maiores riscos de desfechos de mortalidade4.
1 Estudo de coorte: Um estudo de coorte é realizado para verificar se indivíduos expostos a um determinado fator apresentam, em relação aos indivíduos não expostos, uma maior propensão a desenvolver uma determinada doença. Um estudo de coorte é constituído, em seu início, de um grupo de indivíduos, denominada coorte, em que todos estão livres da doença sob investigação. Os indivíduos dessa coorte são classificados em expostos e não-expostos ao fator de interesse, obtendo-se assim dois grupos (ou duas coortes de comparação). Essas coortes serão observadas por um período de tempo, verificando-se quais indivíduos desenvolvem a doença em questão. Os indivíduos expostos e não-expostos devem ser comparáveis, ou seja, semelhantes quanto aos demais fatores, que não o de interesse, para que as conclusões obtidas sejam confiáveis.
2 Prospectivo: 1. Relativo ao futuro. 2. Suposto, possível; esperado. 3. Relativo à preparação e/ou à previsão do futuro quanto à economia, à tecnologia, ao plano social etc. 4. Em geologia, é relativo à prospecção.
3 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
4 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
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