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Uso de estatinas está associado a menor risco de câncer e de mortalidade relacionada ao câncer em pacientes com insuficiência cardíaca

Uso de estatinas está associado a menor risco de câncer e de mortalidade relacionada ao câncer em pacientes com insuficiência cardíaca

Pacientes com insuficiência cardíaca1 apresentam risco aumentado de câncer2 incidente3. Agora, resultados de um estudo de coorte4 retrospectivo5, publicado no European Heart Journal, sugerem que os pacientes com insuficiência cardíaca1 que usam estatinas tinham um risco 16% menor de desenvolver câncer2 e um risco 26% reduzido de mortalidade6 por câncer2 em comparação com aqueles que não usavam terapia com estatinas. Os achados também indicam que o aumento do tempo de uso de estatina foi associado a reduções ainda maiores no risco de desenvolver câncer2.
1 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
2 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
3 Incidente: 1. Que incide, que sobrevém ou que tem caráter secundário; incidental. 2. Acontecimento imprevisível que modifica o desenrolar normal de uma ação. 3. Dificuldade passageira que não modifica o desenrolar de uma operação, de uma linha de conduta.
4 Estudo de coorte: Um estudo de coorte é realizado para verificar se indivíduos expostos a um determinado fator apresentam, em relação aos indivíduos não expostos, uma maior propensão a desenvolver uma determinada doença. Um estudo de coorte é constituído, em seu início, de um grupo de indivíduos, denominada coorte, em que todos estão livres da doença sob investigação. Os indivíduos dessa coorte são classificados em expostos e não-expostos ao fator de interesse, obtendo-se assim dois grupos (ou duas coortes de comparação). Essas coortes serão observadas por um período de tempo, verificando-se quais indivíduos desenvolvem a doença em questão. Os indivíduos expostos e não-expostos devem ser comparáveis, ou seja, semelhantes quanto aos demais fatores, que não o de interesse, para que as conclusões obtidas sejam confiáveis.
5 Retrospectivo: Relativo a fatos passados, que se volta para o passado.
6 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
- 22/07/2021
Estudo observou assinaturas metabolômicas plasmáticas em lesões gástricas pré-cancerosas que evoluem para câncer

Estudo observou assinaturas metabolômicas plasmáticas em lesões gástricas pré-cancerosas que evoluem para câncer

A desregulação metabólica desempenha um papel importante no desenvolvimento do câncer1 gástrico. Nesse contexto, assinaturas de metabólitos2 principais podem ser observadas em lesões3 gástricas que progridem para câncer1 gástrico? Neste estudo, publicado pelo JAMA Network Open, perfis metabolômicos plasmáticos distintos foram observados para lesões3 gástricas pré-cancerosas e câncer1 gástrico. As assinaturas de metabólitos2, particularmente o ácido α-linolênico, o ácido linoléico e o ácido palmítico, foram associadas à progressão das lesões3 gástricas e ao risco de câncer1 gástrico precoce. Assim, este estudo definiu assinaturas de metabólitos2 que podem servir como biomarcadores significativos para avaliar populações de alto risco e diagnóstico4 precoce de câncer1 gástrico, possivelmente promovendo prevenção e controle do câncer1 gástrico.
1 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
2 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
3 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
4 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
- 23/07/2021
Uso de uma órtese removível se mostrou não inferior à imobilização gessada em adultos com fratura de tornozelo

Uso de uma órtese removível se mostrou não inferior à imobilização gessada em adultos com fratura de tornozelo

Convencionalmente, após fratura1 de tornozelo2, ele é imobilizado em um molde rígido por várias semanas, o que permite que os ossos se curem, mas pode resultar em rigidez articular e fraqueza muscular. Uma alternativa é uma órtese3 removível, que pode ser retirada para permitir o movimento precoce, podendo prevenir as consequências da imobilização rígida e ajudar a acelerar a recuperação. Nesse estudo, publicado pelo The British Medical Journal, comparou-se as duas técnicas, e foi demonstrado que a moldagem de gesso tradicional não foi superior à órtese3 funcional em adultos com fratura1 de tornozelo2, favorecendo o uso da órtese3 removível.
1 Fratura: Solução de continuidade de um osso. Em geral é produzida por um traumatismo, mesmo que possa ser produzida na ausência do mesmo (fratura patológica). Produz como sintomas dor, mobilidade anormal e ruídos (crepitação) na região afetada.
2 Tornozelo: A região do membro inferior entre o PÉ e a PERNA.
3 Órtese: Qualquer aparelho externo usado para imobilizar ou auxiliar os movimentos dos membros ou da coluna vertebral.
- 26/07/2021
Pravastatina em gestações com alto risco de pré-eclâmpsia a termo não preveniu o parto com pré-eclâmpsia

Pravastatina em gestações com alto risco de pré-eclâmpsia a termo não preveniu o parto com pré-eclâmpsia

Tomar uma estatina profilática durante o final da gravidez1 não ajudou as mulheres que esperavam reduzir o risco de pré-eclâmpsia2 a termo, descobriu um estudo randomizado3, publicado no periódico Circulation. Uma incidência4 semelhante de parto com pré-eclâmpsia2 foi observada se grávidas de alto risco receberam terapia com pravastatina (de 35-37 semanas de gestação até o parto ou até 41 semanas) ou se receberam placebo5 correspondente. Também não houve diferença significativa entre os grupos na incidência4 de quaisquer resultados secundários. Assim, as grávidas permanecem sem uma intervenção profilática eficaz para reduzir a pré-eclâmpsia2 a termo.
1 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
2 Pré-eclâmpsia: É caracterizada por hipertensão, edema (retenção de líquidos) e proteinúria (presença de proteína na urina). Manifesta-se na segunda metade da gravidez (após a 20a semana de gestação) e pode evoluir para convulsão e coma, mas essas condições melhoram com a saída do feto e da placenta. No meio médico, o termo usado é Moléstia Hipertensiva Específica da Gravidez. É a principal causa de morte materna no Brasil atualmente.
3 Estudo randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle - o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
4 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
5 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
- 22/07/2021
Vacina da Johnson & Johnson pode ser menos eficaz contra a variante delta do coronavírus, sugere estudo

Vacina da Johnson & Johnson pode ser menos eficaz contra a variante delta do coronavírus, sugere estudo

O aumento da prevalência1 de variantes do SARS-CoV-2 levantou preocupações sobre possíveis diminuições na eficácia das vacinas. A vacina2 contra o coronavírus produzida pela Johnson & Johnson (Janssen Farmacêutica) parece ser muito menos eficaz contra as variantes Delta e Lambda do que contra o vírus3 SARS-CoV-2 original, de acordo com um novo estudo publicado online na plataforma bioRxiv. Os anticorpos4 desencadeados pelas vacinas da Pfizer e da Moderna, baseadas em RNAm, mostraram resistência de neutralização modesta contra variantes Beta, Delta, Delta plus e Lambda, enquanto os anticorpos4 desencadeados pela vacina2 da Janssen, baseada em vetor adenoviral, eram de baixa concentração de neutralização. O novo estudo ainda não foi revisado por pares nem publicado em uma revista científica.
1 Prevalência: Número de pessoas em determinado grupo ou população que são portadores de uma doença. Número de casos novos e antigos desta doença.
2 Vacina: Tratamento à base de bactérias, vírus vivos atenuados ou seus produtos celulares, que têm o objetivo de produzir uma imunização ativa no organismo para uma determinada infecção.
3 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
4 Anticorpos: Proteínas produzidas pelo organismo para se proteger de substâncias estranhas como bactérias ou vírus. As pessoas que têm diabetes tipo 1 produzem anticorpos que destroem as células beta produtoras de insulina do próprio organismo.
- 21/07/2021

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